Não fazendo justiça ao nome, agosto tem trazido tempos frios e chuvosos. Confesso que, já sentia saudades de sair de casa fechar os olhos e sentir o cheiro puro e cru a ' chuva', pelo que não me posso queixar.
Mas, verdade seja dita: quem é que não gosta de abrir a persiana ainda de olhos fechados e sentir o brilho de um sol ainda envergonhado e adormecido?
Bem, como sou uma rapariga de coração campestre, algo que não me pode faltar no quarto são flores, e com as nuvens a ofuscar o sol não andava com vontade nenhuma de ir comprar flores.
Prometi a mim mesma que quando o sol regressasse, iria até ao mercado e trazer para casa o que tanto me faltava.
Meu dito Meu feito.
Foi na tarde do dia 14 em que, depois de abrir a persiana e a janela, me senti como uma criança a quem dizem que vai receber um doce.
Como sou uma tripeira de alma e tenho orgulho na cidade invicta, vou sempre aos mercados pela tradição, pelas pessoas, pelas cores, pelo cheiro e pela vida.
Agora com o Mercado do Bom sucesso remodelado e consigo um conceito novo, é o meu novo local de eleição -A Fúria das Flores-.
Chegando ao destino, fui recebida com um olhar e um 'olá' caloroso - talvez me conheçam por ir lá todas as semanas- após as conversas de pais, irmãos e férias olhei em redor.
Margaridas, rosas, cravos, tatis, limónios, orquideas, entre outras.
Eu era a Alice no País das Maravilhas.
Imediatamente fui atraída para as rosas - sempre gostei de rosas mas não das cliché vermelha, gosto de tons neutros e claros- e optei por trazer comigo um bouquet de rosas cor de salmão que todos os dias me seduzem mais um bocadinho.

